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sábado, 9 de agosto de 2008

Não, não vou parar de ser criança

Gosto de andar descalça. Mesmo que seja no Parque das Nações.
Gosto de rebolar pelos montes de relva a baixo mesmo que me olhem de lado.
Gosto de fingir que os montes são navios piratas e depois fazer a espargata e fingir que são um cavalo.
De abraçar as árvores, de fazer caretas, de me sujar sem remorsos, de almoçar apenas gelado, de cantar Hakkuna Matatta e troco qualquer tarde num shopping por uma tarde em baixo da árvore a ver as crianças brincar.

Não precisam lembrar-me que tenho 19 anos e tenho idade para ter juizo porque cada vez que dizem isso mais me fazem acreditar que se alguém é doido no meio disso tudo não sou eu.
Não insistam, não vale a pena.
Vou continuar a gastar mais dinheiro na comida da minha gata que na minha alimentação.
Vou continuar a achar que uma música, uma carta, um desenho são muito mais importantes que qualquer prenda comprada numa joalharia.
E prefiro Capprisonne de tutti-frutti a qualquer vinho.

E, acreditem ou não, sei o que faço.
E, acreditem ou não, gosto de ser assim.
Por isso parem de me tentar consertar que eu não estou estragada.
Não insistam.

Eu estou-me a borrifar para os carros, para as casas, para as prendas caras, para os restaurantes in.
Por isso, da próxima vez que tentarem falar comigo é bom que o assunto seja política, filosofia ou da Chuva de meteoros Perseídas.

Não podemos fazer algo corrupto e continuar incorruptos. E não me obriguem a repetir-me.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Coisas a que dou demasiada importância





Acordo em casa de uma amiga depois de mais uma noite de cinema.

Sem fazer barulho, porque ela ainda dorme, arrasto-me até à cozinha e preparo um cappucino. Ligo o portátil (dela) deixado no chão da sala ao lado de uma taça de pipocas queimadas.

Acedo à conta google para me por a par das novidades nos blogs que costumo seguir e deparo-me com um e-mail vindo sei lá eu de onde.




Oi, tudo bem?
Espero que sim
Não sei nem como começar esse email. estou me sentindo
meio mal de dizer estas coisas para você por aqui.mas não sabia muito bem por
onde começar, como falar, como seria, tinha medo de sua reação.não vou mentir,
tentei varias e varias vezes te falar isso, dizer oque eu sinto... mas meu medo
era da sua reação..ha verdade é que eu te admiro tanto tanto que tenho até medo
de perder sua companhia.não sei se você ja percebeu quando eu fico te olhando
"horas e horas" pensando como seria se você estivesse comigo.a verdade é, eu
gosto de você sim.. não sei oque sera de mim, de nós, após esse email.como sera
sua reação, se ainda ira olhar para mim e se olhar, se vai se afastar, me olhar
com um jeito indiferente..porem creio que não, você nem deve imaginar mas eu te
conheço muito mais do que imagina..

se eu tivesse uma chance, uma unica chance, meu deus... eu faria de
tudo para dar certo.não sei mais medir meus sentimentos em relação a você,
depois de ler queria a chance de te falar isso e muito mais para vocêas vezes
penso que você tambêm pensa em mim, tambêm olha para mim com um jeito diferente,
não só como amigos..porem tambem as vezes penso que você não senti nada por mim
alem de amizade.isso ta apertando tanto meu coração..

Não vejo a hora de descobrir oque realmente somos, oque realmente vamos
ser (ou não).creio que depois de ter falado tudo isso, ja deve imaginar quem sou
eu, e espero que quando esteja lendo esse email..sinta um sentimento bom no seu
coração como eu senti quando estava lhe escrevendo..essa foto tirei olhando para
você, veja com seu coração. O rosto de uma pessoa que esta amando.

Veja minha foto, e saiba quem realmente te AMA LOUCAMENTE DE
PAIXÃO.





(retirei o link não fosse alguém sentir-se tentado a instalar um vírus no PC)


Alguém me explica porque que todos os e-mails que recebo com o assunto "não sei como te dizer isto mas... Eu gosto de ti" são sempre vírus?


E depois... depois de todos os meus discursos sobre a idiotice do amor, sobre o quão estúpidos ele nos faz ser, de dissertações vazias sobre a sua existência não passar de ilusão, apercebo-me que continuo a olhar com ternura para todas as demonstrações idiotas de amor.


Invejei cada carta de amor, das quase 400 que repousavam em cima da mesa e que nunca foram escritas para mim ou jamais serão escritas por mim.


Invejei e imaginei por momentos a sensação de ter alguém a quem as escrever, alguém a quem amar.


Acreditei que existisse algo além do momento, algo mais do que prazer instantaneo, mais do que luxúria.


Talvez haja. Mas para mim, o amor será sempre um e-mail com vírus. Sei reconhece-lo, recuso-me a abri-lo e apago-o instataneamente.


Não consigo deixar de o contemplar, por momentos e imaginar se realmente o abrisse, o estrago seria assim tão grande.

(créditos da imagem: acredito que seja da Evey, não tenho a certeza)

sábado, 2 de agosto de 2008

Não é ridículo

como a maioria das pessoas esperam por uma chance de serem verdadeiramente felizes na vida e, quando a tem ao alcance dos dedos a deixem escapar?

"As nossas dúvidas sao traidoras, fazem-nos perder com frequencia o que poderiamos ganhar,pelo simples medo de arriscar"
William Shakespeare

"Mas o que que estás para ai a dizer, Eveyzinha?" Pergunta o caríssimo leitor.
Sim, porque isto apesar de não ter comentários parece ter leitores, segundo o google analytics. E mais que não seja, lêmo-lo eu e a Ethel.

Pois bem, caríssimo e tímido leitor, digo e repito para quem precisa de ouvir que a vida é para ser vivida.
Quando a vida vos voltar as costas, apalpem-lhe o rabo!
Como alguém me cantou no outro dia (ah, sim, lembrei-me de mais um leitor além das autoras do blog, obrigada T.), deixem o mundo girar para o lado que ele quer. Não o podemos parar, não temos nada a perder. Estamos aqui de passagem.
Oiçam a vossa voz. Sem medos, caminhem em frente.
Sejam quem realmente são, independentemente do que outros possam pensar.
Sejam o que são de melhor. Orgulhem-se disso.
Por mais que falhemos e continuemos a tentar, só falhamos realmente no dia em que deixamos de tentar.

E as cicatrizes são souvenirs que não podemos perder.




Quantas vezes vais olhar para trás
Estás preso a um passado que pesou
Quantas vezes vais ser tu capaz de
Fazer sair quem por engano entrou

Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
à espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar

Olha em frente e diz-me
Aquilo que vês
Reflexos de quem conheces bem
Ouve essa voz, é a tua voz
Dá-lhe atenção e a razão que tens

Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não podes parar nem tens nada a perder
Estas de passagem,

Não leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estas de passagem

Vai aonde queres
Ser quem tu quiseres
Estende a tua mão
De quem vier por bem

P.S. Como mundo dá muitas voltas, quem foi de férias foi a minha Ethelzinha... Espero que estejas a divertir-te (eu sei que estás ehehe).

sábado, 26 de julho de 2008

É em noites estranhas...

Que nos apercebemos que a felicidade está nos pequenos momentos.
Numa paisagem bonita com uma boa companhia.
Num Long Beach Iced Tea numa esplanada à meia-noite.
Numa conversa surreal a observar o reflexo da lua no rio e as luzes da cidade, deitada a muitos e muitos metros do chão.
Em andar de baloiço, lutar na areia e voltar para casa encharcada e com folhas no cabelo.
Apercebemo-nos que a vida é uma sucessão de momentos. Horas passadas e presentes, momentos.
E por mais que tentemos captura-los, agarrar-nos a eles, são apenas momentos que existem por fracções de segundo no presente antes de pertencerem ao passado.
Mas a vida é isso... Uma sucessão de momentos.
E por melhores que eles tenham sido no passado, no presente são apenas ancoras. E, às vezes, temos de levantar ancora e rumar ao incerto, começar de novo.
Vencer o medo e fazer as pazes com o passado.
Aproveitar os momentos.

Porque "a vida é fixe. Eu gosto!", não é, A.? =)