terça-feira, 5 de agosto de 2008
Sem palavras...
A. - Passamos tanta coisa juntos... E eu fui idiota, não percebi o que tinha nas mãos e fiquei vendo ele ir embora, deixei-o ir por orgulho, por medo...
Eu - E ainda gostas dele?
A. - Amor assim só acontece uma vez... Amo, sempre amei. Nem tenho outro lugar que não nos braços dele. Sempre vou amar, mesmo que ele não saiba.
Eu- E porque não lhe dizes?
A. - Ele teve um filho... Vive com a mãe do menino. Não vou interferir numa familia para consertar erros imperdoáveis.
Eu - ...
A. - Eu era boba... Tive medo de amar tanto assim. Olha só no que deu. Passaram cinco anos já. Pensei que o tempo ia levar este aperto no peito... Não levou. Sinto a falta dele do mesmo jeito, como no primeiro dia.
Eu - Eu não sei o que dizer...
A. - Não diga nada, tonta... Só não cometa o mesmo erro que eu.
Coisas a que dou demasiada importância

Acordo em casa de uma amiga depois de mais uma noite de cinema.
Sem fazer barulho, porque ela ainda dorme, arrasto-me até à cozinha e preparo um cappucino. Ligo o portátil (dela) deixado no chão da sala ao lado de uma taça de pipocas queimadas.
Acedo à conta google para me por a par das novidades nos blogs que costumo seguir e deparo-me com um e-mail vindo sei lá eu de onde.
Oi, tudo bem?
Espero que sim
Não sei nem como começar esse email. estou me sentindo
meio mal de dizer estas coisas para você por aqui.mas não sabia muito bem por
onde começar, como falar, como seria, tinha medo de sua reação.não vou mentir,
tentei varias e varias vezes te falar isso, dizer oque eu sinto... mas meu medo
era da sua reação..ha verdade é que eu te admiro tanto tanto que tenho até medo
de perder sua companhia.não sei se você ja percebeu quando eu fico te olhando
"horas e horas" pensando como seria se você estivesse comigo.a verdade é, eu
gosto de você sim.. não sei oque sera de mim, de nós, após esse email.como sera
sua reação, se ainda ira olhar para mim e se olhar, se vai se afastar, me olhar
com um jeito indiferente..porem creio que não, você nem deve imaginar mas eu te
conheço muito mais do que imagina..
se eu tivesse uma chance, uma unica chance, meu deus... eu faria de
tudo para dar certo.não sei mais medir meus sentimentos em relação a você,
depois de ler queria a chance de te falar isso e muito mais para vocêas vezes
penso que você tambêm pensa em mim, tambêm olha para mim com um jeito diferente,
não só como amigos..porem tambem as vezes penso que você não senti nada por mim
alem de amizade.isso ta apertando tanto meu coração..
Não vejo a hora de descobrir oque realmente somos, oque realmente vamos
ser (ou não).creio que depois de ter falado tudo isso, ja deve imaginar quem sou
eu, e espero que quando esteja lendo esse email..sinta um sentimento bom no seu
coração como eu senti quando estava lhe escrevendo..essa foto tirei olhando para
você, veja com seu coração. O rosto de uma pessoa que esta amando.
Veja minha foto, e saiba quem realmente te AMA LOUCAMENTE DE
PAIXÃO.
(retirei o link não fosse alguém sentir-se tentado a instalar um vírus no PC)
Alguém me explica porque que todos os e-mails que recebo com o assunto "não sei como te dizer isto mas... Eu gosto de ti" são sempre vírus?
E depois... depois de todos os meus discursos sobre a idiotice do amor, sobre o quão estúpidos ele nos faz ser, de dissertações vazias sobre a sua existência não passar de ilusão, apercebo-me que continuo a olhar com ternura para todas as demonstrações idiotas de amor.
Invejei cada carta de amor, das quase 400 que repousavam em cima da mesa e que nunca foram escritas para mim ou jamais serão escritas por mim.
Invejei e imaginei por momentos a sensação de ter alguém a quem as escrever, alguém a quem amar.
Acreditei que existisse algo além do momento, algo mais do que prazer instantaneo, mais do que luxúria.
Talvez haja. Mas para mim, o amor será sempre um e-mail com vírus. Sei reconhece-lo, recuso-me a abri-lo e apago-o instataneamente.
Não consigo deixar de o contemplar, por momentos e imaginar se realmente o abrisse, o estrago seria assim tão grande.
(créditos da imagem: acredito que seja da Evey, não tenho a certeza)
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Há portas que não se abrem...
"Durante anos interroguei-me sobre
a capacidade de persistência das testemunhas de Jeová. Durante semanas seguidas,
ao longo de vários meses que, possivelmente, se terão transformado em anos,
todos os Sábados de manhã tocavam à campainha de casa dos meus pais duas
senhoras cuja intenção era espalhar "a palavra". Todas as semanas nós
ignorávamos a campainha num hábito que passou dos meus pais para mim: quem é bem
vindo a esta casa avisa que vem. Quando não avisa que vem, tem de avisar que
está à porta. Mesmo hoje em dia, no meu pequeno T1, não levanto o rabo do sofá
da sala para dar três passos e ir ao vídeo porteiro espreitar quem toca. Mas
quando era miúda espreitava do canto da janela, rebentando de curiosidade sobre
o que levava aquelas senhoras a insistir, vezes sem conta, naquela morada que
não lhes dava resposta."
(podem ler o resto do post da menina Bad Girl em Testemunha de Jeová, eu? Não, graças a Deus! )
Nas escadas do meu prédio, às 3h30
Eu - É tarde, vou subir.
T. (segura-me a mão) - Fica.
Eu - Pára.
T. - Porquê?
Eu - Não posso. Não se escolhe de quem se gosta.
T. - Se pudesses escolher mudava alguma coisa?
Eu - Nada.
sábado, 2 de agosto de 2008
Why, Santa? Why?
T. - Vês o que quero dizer quando digo que não és deste mundo?
Já reparaste que sempre que estás triste chove? E pior, estragas-me sempre os dias de praia.
É a segunda vez em um mês. O mínimo que podes fazer para me compensares é pagar-me um café.
Eu (15min depois) - Ok, claro. Dá-me o número da conta que eu transfiro-te os 65cêntimos.
Não é ridículo
"As nossas dúvidas sao traidoras, fazem-nos perder com frequencia o que poderiamos ganhar,pelo simples medo de arriscar"
William Shakespeare
"Mas o que que estás para ai a dizer, Eveyzinha?" Pergunta o caríssimo leitor.
Sim, porque isto apesar de não ter comentários parece ter leitores, segundo o google analytics. E mais que não seja, lêmo-lo eu e a Ethel.
Pois bem, caríssimo e tímido leitor, digo e repito para quem precisa de ouvir que a vida é para ser vivida.
Quando a vida vos voltar as costas, apalpem-lhe o rabo!
Como alguém me cantou no outro dia (ah, sim, lembrei-me de mais um leitor além das autoras do blog, obrigada T.), deixem o mundo girar para o lado que ele quer. Não o podemos parar, não temos nada a perder. Estamos aqui de passagem.
Oiçam a vossa voz. Sem medos, caminhem em frente.
Sejam quem realmente são, independentemente do que outros possam pensar.
Sejam o que são de melhor. Orgulhem-se disso.
Por mais que falhemos e continuemos a tentar, só falhamos realmente no dia em que deixamos de tentar.
E as cicatrizes são souvenirs que não podemos perder.
Quantas vezes vais olhar para trás
Estás preso a um passado que pesou
Quantas vezes vais ser tu capaz de
Fazer sair quem por engano entrou
Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
à espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar
Olha em frente e diz-me
Aquilo que vês
Reflexos de quem conheces bem
Ouve essa voz, é a tua voz
Dá-lhe atenção e a razão que tens
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não podes parar nem tens nada a perder
Estas de passagem,
Não leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estas de passagem
Vai aonde queres
Ser quem tu quiseres
Estende a tua mão
De quem vier por bem
P.S. Como mundo dá muitas voltas, quem foi de férias foi a minha Ethelzinha... Espero que estejas a divertir-te (eu sei que estás ehehe).
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Como fazer figura de parva em quatro passos simples
2- Olhar para ele com os olhos marejados de lágrimas quando ele nos diz que é teimoso e não desiste de nós por mais que lhe digamos não, pois não o assustamos nem um pouco com o nosso mundo estranho e revermo-nos nas suas palavras.
3-Perceber que não se consegue levar a amiga sozinha para casa e ter de pedir boleia ao rapaz em questão depois de se lhe ter dado o maior fora de todos os tempos.
4-No dia seguinte, ignorar as sete chamadas logo pelas nove da manhã. Ser rude quando ele aparece à porta de casa, dizer-lhe que não adianta e que nunca vai dar em nada. Descobrir, então, que deixamos a carteira no carro dele e que ele só a veio devolver.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Coisas da vida
O Ex Namorado
"Bolas, bolas, espero que ele não me tenha visto, deixa-me entrar aqui nesta loja e... Oh não, ele está a acenar?! Ele está a acenar. Já me viu, bolas! E está a aproximar-se porquê? Oh meu Deus..."
-Olá, tudo bem? (Tudo bem?! Claro que está tudo bem, olha para ele! Tem ar de quem continuou com a ideia louca de i ao ginásio todos os dias... E...oh, espera lá, mudaste de perfume? Cheiras bem, cheiras a...)
-Tudo... E contigo? Estás com bom aspecto! (estou?! a sério, achas? notaste? Mas... O que queres dizer com isso? Não costumo ter bom aspecto? )
-Oh, obrigada... Tu estás na mesma. (Os mesmos olhos, o mesmo sorriso que me deixa louca... E essas mãos... Lembro-me tão bem delas...)
-Olha, ainda bem que te vejo! tens uns CD's meus de Radiohead e One Republic em tua casa, não tens? (oh, também adoro ver-te... CD's? Não sei, tenho? Bem, podes sempre ir procura-los, estás à vontade. Faço-te o jantar, bebemos um vinho e...)
-É que a Mara pediu-mos emprestados e eu não os encontro em lado nenhum. (O QUEEEEEEEEE????????)
- [com um sorriso parvo na cara]Quem?
-A Mara, a minha namorada.
-Oh, sim... Sou capaz de ter. Vou procurar e se encontrar digo-te alguma coisa, sim? Vá, agora tenho de ir, estou com pressa... Cuida-te. (Estúpido, idiota, filho da mãe descarado!! ai a minha namoradinha quer os CD's e tal e coiso... Parvo.)