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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Why Santa?! Why?? III

Depois da aula de Yoga, nos balneários a trocar de roupa, reparo que a miúda que fica sempre no tapete ao lado do meu tem a roupa interior igual à minha e comento com ela a coincidência.

Eu - Mas a etiqueta não te faz comichão?
Ela - Faz mas eu nunca as corto.
Eu - Hum? Porquê?
Ela - Para se notar que é original.

Ora bem... Tendo em conta que a lingerie para mim é como os enfeites dos bolos, não se come mas deixa com água na boca e aguça a vontade de comer, expliquem-me, por favor, qual é o homem que ao ver a jovem quase nua olha para as etiquetas?!
Aliás, quem é a jovem que quer ser vista quase nua por um homem que sabe a diferença entre um sutien"la perla" e um "la senza"?!
Para mim todo o homem que veja algo mais do que "preto e semi-transparente" já começa a ser duvidoso.

sábado, 9 de agosto de 2008

Não, não vou parar de ser criança

Gosto de andar descalça. Mesmo que seja no Parque das Nações.
Gosto de rebolar pelos montes de relva a baixo mesmo que me olhem de lado.
Gosto de fingir que os montes são navios piratas e depois fazer a espargata e fingir que são um cavalo.
De abraçar as árvores, de fazer caretas, de me sujar sem remorsos, de almoçar apenas gelado, de cantar Hakkuna Matatta e troco qualquer tarde num shopping por uma tarde em baixo da árvore a ver as crianças brincar.

Não precisam lembrar-me que tenho 19 anos e tenho idade para ter juizo porque cada vez que dizem isso mais me fazem acreditar que se alguém é doido no meio disso tudo não sou eu.
Não insistam, não vale a pena.
Vou continuar a gastar mais dinheiro na comida da minha gata que na minha alimentação.
Vou continuar a achar que uma música, uma carta, um desenho são muito mais importantes que qualquer prenda comprada numa joalharia.
E prefiro Capprisonne de tutti-frutti a qualquer vinho.

E, acreditem ou não, sei o que faço.
E, acreditem ou não, gosto de ser assim.
Por isso parem de me tentar consertar que eu não estou estragada.
Não insistam.

Eu estou-me a borrifar para os carros, para as casas, para as prendas caras, para os restaurantes in.
Por isso, da próxima vez que tentarem falar comigo é bom que o assunto seja política, filosofia ou da Chuva de meteoros Perseídas.

Não podemos fazer algo corrupto e continuar incorruptos. E não me obriguem a repetir-me.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Há portas que não se abrem...

"Durante anos interroguei-me sobre
a capacidade de persistência das testemunhas de Jeová. Durante semanas seguidas,
ao longo de vários meses que, possivelmente, se terão transformado em anos,
todos os Sábados de manhã tocavam à campainha de casa dos meus pais duas
senhoras cuja intenção era espalhar "a palavra". Todas as semanas nós
ignorávamos a campainha num hábito que passou dos meus pais para mim: quem é bem
vindo a esta casa avisa que vem. Quando não avisa que vem, tem de avisar que
está à porta. Mesmo hoje em dia, no meu pequeno T1, não levanto o rabo do sofá
da sala para dar três passos e ir ao vídeo porteiro espreitar quem toca. Mas
quando era miúda espreitava do canto da janela, rebentando de curiosidade sobre
o que levava aquelas senhoras a insistir, vezes sem conta, naquela morada que
não lhes dava resposta."

(podem ler o resto do post da menina Bad Girl em Testemunha de Jeová, eu? Não, graças a Deus! )

Nas escadas do meu prédio, às 3h30

Eu - É tarde, vou subir.

T. (segura-me a mão) - Fica.

Eu - Pára.

T. - Porquê?

Eu - Não posso. Não se escolhe de quem se gosta.


T. - Se pudesses escolher mudava alguma coisa?

Eu - Nada.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Como fazer figura de parva em quatro passos simples

1- Ir a um bar buscar uma amiga de uma amiga que está bebeda numa noite em que tudo o que nos apetece é ficar em casa de pijama a ver TV. Reparar que é o mesmo bar onde trabalha um rapaz que gosta de nós e inclusive nos deu flores, cartões e pequenos-almoços e ficar a olhar para ele sem saber o que dizer quando ele nos cumprimenta.

2- Olhar para ele com os olhos marejados de lágrimas quando ele nos diz que é teimoso e não desiste de nós por mais que lhe digamos não, pois não o assustamos nem um pouco com o nosso mundo estranho e revermo-nos nas suas palavras.

3-Perceber que não se consegue levar a amiga sozinha para casa e ter de pedir boleia ao rapaz em questão depois de se lhe ter dado o maior fora de todos os tempos.

4-No dia seguinte, ignorar as sete chamadas logo pelas nove da manhã. Ser rude quando ele aparece à porta de casa, dizer-lhe que não adianta e que nunca vai dar em nada. Descobrir, então, que deixamos a carteira no carro dele e que ele só a veio devolver.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Diálogos

Tia Velha - (ao oferecer-me umas calças dois números abaixo do que eu visto) Vá, vê lá se isso te fica bem.
Eu -Obrigada, tia mas isso é muito justo para mim.
Tia Velha - Não, tu é que estás a ficar gorda. E não faças essa cara que eu só digo isto para te inspirar a emagrecer.
Eu - Oh tia, se eu soubesse isso já lhe tinha dito há uns anos que está cada vez mais feia e mesquinha. Talvez isso a inspirasse a ficar mais bonita e afável.